Tenho um poodle branquinho que está com 13 anos - ele é meu bebezinho, minha paixão, meu cuticuti! O Dominique foi filho único mimado e paparicado até três anos atrás, quando encontrei uma caixinha com três gatinhos recém-nascidos dentro. Como nunca tive gato, achei que cuidaria dos filhotes e depois acharia uma casinha para eles. Logo na primeira semana, um deles não resistiu e morreu de madrugada nas minhas mãos. Foi uma choradeira por dias e até hoje sinto muito por não tê-lo salvo também. Os outros dois, um casal, cresceram e ficaram lindos e manhosos. Um dia, meu marido disse que tinha uma pessoa interessada em adotar um deles e eu já dispensei, falando que não iria separar os irmãozinhos. Foi quando percebi que na verdade eu não conseguiria entregar nenhum dos dois para mais ninguém e que a família aumentaria. A alegria de ficar com todos foi tanta que fiz uma tatuagem na perna com as patinhas dos três (cão e os dois gatos) em tamanho natural!
Bom... desde que começou toda essa loucura com os bichos da Lúcia, já levei para casa sete gatos: Estrelinha, Fofa, Manchinha, Mac, Chanel, Stelinha e por último, o Garfield. Todos vieram doentinhos e com muito carinho, cuidei de cada um. A Estrelinha era a menorzinha de todos e foi a primeira a ser adotada... assim que ela saiu de casa com sua nova família, chorei rios!!! Com a Fofa e a Manchinha foi a mesma coisa: muita choradeira.
Restaram o Mac, a Chanel e a Stelinha. Esses ficariam mais tempo pois além de cuidados de saúde, precisavam ser castrados e o Mac tem um defeito num dos olhos e talvez seja operado. O tempo foi passando, foram castrados, estão saudáveis e em busca de um lar. Ontem, meu marido recebeu um email de uma amiga que gostaria de adotar um deles... nem preciso dizer o que aconteceu... chorei, chorei, chorei... e até agora não tive coragem de mandar as fotos deles para a pessoa interessada. Os três dormem juntos, brincam juntos, aprontam mil artes, são mimados, paparicados e cobertos de carinho. O meu cão convive muito bem com eles, o meu gato, o Tiger, é meio quietão, tímido, mas não se incomoda com os gatinhos... só minha gata, a Dorothy, que se mantém distante... ela sim é mimada até não poder mais, mas amo muita gata chata, chata muito chata.
Eu estava analisando a situação "friamente":
Dá trabalho ter cinco gatos? Dá... mas eu cuido deles sozinha e não é nenhuma desgraça de trabalho penoso.
Dá muita despesa com cuidados e alimentação? Dá... mas não é um custo tão alto que eu não possa bancar.
Então, se tenho espaço físico, posso cuidar e posso custear, por que não aumentar a família?
Uma coisa é certa, amo esses bichinhos, certamente me apeguei a eles depois de meses de cuidados, o caos inicial foi substituido por uma convivência muito divertida e, aos poucos, os bichos de casa e os hóspedes estão se entendendo...
Uma coisa é certa, amo esses bichinhos, certamente me apeguei a eles depois de meses de cuidados, o caos inicial foi substituido por uma convivência muito divertida e, aos poucos, os bichos de casa e os hóspedes estão se entendendo...
Bom, isso ainda não é definitivo, estou tentando me convencer de que eles podem ser felizes com outras pessoas também - só não sei se eu serei tão feliz sem eles...



